sábado, 12 de fevereiro de 2011

Me entreguei ao mar
Como oferenda
Me entreguei também
Ao asfalto da rua
Recebo todos os passos
E aceito







Eu escolho a delicadeza
É só transformar toda palavra em imagem. A violência não tem nome, só cores. Meu corpo caminha devagar para o sacrifício. Dá para ouvir a música.
Preciso. Tenho que.
Algo escapa.
Eu não soube.


Dizer.
Algo escapa.



A cidade não dorme.
A cidade não dorme.


Nem eu.
Apesar de todas
As tentativas
Eu também sou quebrada
Como qualquer um
Que não tem partido ou amor
Há coisas que são difíceis de entender
Enquanto meu coração-mente-corpo
Se machuca por conta de outra
Delicadeza
Há quem não tenha nada a dizer
E o silêncio
Não impede
Que eu esperar chegar mais
perto
E queira ultrapassar todo
e qualquer espaço
entre duas pessoas
Porque aí está
A minha falha
O que sobra
Eu estou fazendo um esforço enorme para acreditar nesta alegria cega que eu sei que verdade eu sei eu sei eu sei eu sei

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Decidir fazer é, simplesmente, não fazer.
Eu estou dentro.
E quero morrer.

Eu queria tanto, tanto, tanto...

desistir.

O que eu preciso é desistir

E eu querendo ser essa outra coisa?
Vou vomitar para dentro, vomitar para dentro
Existe o talento de desistir
E o que eu preciso é desistir
Estamos todos morrendo pouco a pouco
O que me matou foi o olhar alheio