sexta-feira, 4 de julho de 2014
Acontece de eu ter perdido algumas coisas. acontece de eu ter matado algumas partes em prol de viver bem. E eu vivo bem. Quase bem, eu consegui quase tudo, sabe. Acontece que agora eu estou me perguntando o que eu deixei pra trás. E me perguntando se eu não quero isso de volta. Eu acabei de perceber, agora mesmo, que é mais complexo do que eu pensava. A vida. Eu mesma. Todas as coisas que eu matei, de certa forma, para que eu pudesse viver fora de mim, essas coisas pedem pra voltar. Eu quero que elas voltem. Não é isso. Elas estão aqui. E eu não soube, durante esse tempo que elas estavam aqui. E eu queria tê-las de volta, o tempo todo, mas eu não sabia que eram elas. Era aquela fragilidade. Aquilo me dava tanto medo. Eu não conseguia, simplesmente. Eu não conseguia nada. Estava tão perdida, tão entranhada, tudo tão pra dentro, eu queria tanto morrer. E eu fui matando alguma coisa aqui. Isso foi bom. Isso me deu uma possibilidade. Mas, agora, olhando pra trás, eu tô vendo que eu já sabia de tudo. Eu já sei de tudo. Tudo está aqui esperando pra ser descoberto. Que noite!
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
domingo, 9 de outubro de 2011
Nove de outubro do ano em que aceitei
Sinto falta do tempo em que não sabia o que fazer e olhava para a tela do computador, perdida, pensando mil coisas, sozinha e imaginando se ficaria sozinha para sempre. Hoje, eu gosto de aceitar o meu amor, vivê-lo com alguma dor, de longe, com uma alegria silenciosa, aceitando qualquer olhar e todas as vezes que você vai embora. Eu não quero segurar mais nada, eu não sou sozinha e continuo perdida.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
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