sábado, 13 de fevereiro de 2016

Você me pergunta por que eu sou tão óbvia
Eu respondo que poesia é outra coisa

Mover-se é carregar o mundo.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Acostumar-se com as borboletas que me saem pela boca muitas imensas pequenas algumas falam comigo algumas me queimam eu me lembro de vez em quando que borboletas ainda são insetos.

Vivo uma revolução por dia
E a cada dia
Todas as outras
Me parecem falsas e enganosas
Todas as revoluções
São definitivas e imensas
Nem mesmo Zapata
Zumbi
Tiradentes
Moveram o mundo
Quanto eu ao acordar

sábado, 30 de maio de 2015

Eu sou
toda
um
mundo.
Preciso
constantemente
saber
sobre
mim

sexta-feira, 3 de abril de 2015

A pele flutua
Acima da carne
Meus braços longos
Alcançam o outro lado
Do quarto
(Do seu
coração?)
Meus braços
Longos
Foram feitos para voar

Bato asas
Em pé na janela
Meus braços longos
Perfuram
Todos os caminhos
(Aqueles que devem
ser abertos)

Deslocam nuvens
São um impacto
Para o meio-ambiente

Não voam
Meus braços longos
Foram feitos
Para cair

(Toda fé, toda areia do chão, todos os raios do sol. Eu absorvo)