sábado, 12 de fevereiro de 2011

Postcard from bordline

aos berros
sem eco
um estrangeiro vagueia

(Jota Mombaça)

***


Porque eu sou estrangeira sem que ninguém veja, tão camuflada que estou.
Se eu fechar os olhos, parar e sentir. Quase posso entender que a vida é bem maior.
Estou criando você. À distância. Pode ser que seja real. Eu não tenho certeza se importa... ser real.
Eu estou tão cheia de amor. É essa a minha viagem, o meu caminho. A delicadeza, a saudade. Aceitar, quem sabe. Quando tento fugir disso, me sinto um pouco monstro. Alguém fora de mim.
Preciso ir...
Me entreguei ao mar
Como oferenda
Me entreguei também
Ao asfalto da rua
Recebo todos os passos
E aceito







Eu escolho a delicadeza
É só transformar toda palavra em imagem. A violência não tem nome, só cores. Meu corpo caminha devagar para o sacrifício. Dá para ouvir a música.