Porque eu sou estrangeira sem que ninguém veja, tão camuflada que estou.
Se eu fechar os olhos, parar e sentir. Quase posso entender que a vida é bem maior.
Estou criando você. À distância. Pode ser que seja real. Eu não tenho certeza se importa... ser real.
Eu estou tão cheia de amor. É essa a minha viagem, o meu caminho. A delicadeza, a saudade. Aceitar, quem sabe. Quando tento fugir disso, me sinto um pouco monstro. Alguém fora de mim.
Preciso ir...
Me entreguei ao mar Como oferenda Me entreguei também Ao asfalto da rua Recebo todos os passos E aceito
Eu escolho a delicadeza
É só transformar toda palavra em imagem. A violência não tem nome, só cores. Meu corpo caminha devagar para o sacrifício. Dá para ouvir a música.