domingo, 21 de novembro de 2010

Tanto me imaginei que não sei quem sou. Uma lembrança de mim. A mesma que tenho de um sonho de amigos, sonho que me deixou alegre. Penso em mim como algo que tenho conhecimento de uma vida passada. Entre mim e eu existe uma solidão de eras que só pode ser suprida através de formas mínimas de amor. Eu me tenho como uma desconhecida. Alguém que foi tão moldado que se perdeu na imagem. E em algum ponto ela se fragmentou, virando outras, das quais eu não tive mais controle. Só me resta, então, viver o mundo devagar, como quem tem medo do desequilíbrio. Eu me parti e me perdi. Cada parte de mim sente dor todos os dias e eu não sei, não sei onde é.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Caminho, digo, sigo em frente na minha vida, unicamente para a construção de mim mesma. Eu não sei bem como isso se dá e acho que há certo perigo em me confessar confusa. Mas, sei que ando acrescentando novas coisas a mim. Isso é sozinho porque você é só algo mais que eu incorporo. Infelizmente, ou não, não posso ficar, não consigo. Por isso, te deixo pra trás, tento esquecer o que chamo de angústia e entendo mais um pouco que não há onde pisa. Nada firme. Acho que há certo perigo em me confessar confusa.

sábado, 30 de outubro de 2010

Fecho os olhos para que meu corpo seja levado. Pelo tempo ou vontade de chorar. Nada. É só amor ou ausência, eu não sei especificar o que.

O passado me abraça, me embala, me ensina a dizer algo que eu não sei e institui a imagem constante de eu olhar pra trás sorrindo. Porque, dentro de mim, tudo sorri. Como o retardado que nada sabe, tudo sorri.

sábado, 9 de outubro de 2010

Em direção a muitas mortes, muitas vidas, meu caminho de agora.

Hilda Hilst

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Sinto saudades de escrever aquilo que nunca falei. Sinto falta da ideia na qual não prestei atenção.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

O tempo é meu. É meu aliado. Eu gostaria de não sair mais deste lugar porque há coisas, dentro de mim, que eu preciso conhecer. O tempo é o que eu tenho. O tempo em mim. Tempo e angústia. De repente, vejo que outros assuntos não precisam mais ser falados. Aquilo não é mais eu, só uma imagem que eu colo na parte dianteira dos meus pensamentos e eu preciso eliminar isso, o óbvio. Eu só estou em mim e não preciso tentar explicar meus caminhos porque eles existem para dar margem ao que eu não compreendo.

sábado, 25 de setembro de 2010

Há muitos, muitos mundos dentro de mim. Eu gostaria de estar calma para aproveitar esta passagem. Para ver os tantos eus. Pode uma pessoa ter tantos caminhos diferentes? Tantas possibilidades de se perder?

A fé que há em adormecer suja, com a roupa da rua, em um quarto bagunçado. É como se eu estivesse segura. Nada poderia me atingir.